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Países Brasil

Guia do país · Ano fiscal 2026

Brasil: salário e impostos

Brasil: de um salário de R$ 42.000 por ano ficam 91,4% líquidos. Com as contribuições do empregador, o posto custa R$ 58.498, e desse valor chegam ao trabalhador 65,7%.

Parte líquida do salário bruto
91,4%
Custo total do empregador por ano
R$ 58.498
Posição entre 50 países
20 / 50

Este guia foi criado com o apoio da inteligência artificial.

Para onde vai o dinheiro

Com R$ 42.000 brutos ainda não há imposto sobre o rendimento a pagar; as contribuições do trabalhador (INSS) levam R$ 3.592. Ficam R$ 38.408 por ano, em média R$ 3.201 por mês.

O empregador paga ainda R$ 16.498 em contribuições, ou seja, 39,3% do salário. O posto custa no total R$ 58.498 por ano.

Custo total do empregador com o salário de referência, por quem o recebe
Custo total do empregador com o salário de referência, por quem o recebePor anoParte do custo total
Contribuições do empregadorR$ 16.49828,2%
Imposto sobre o rendimentoR$ 00%
Contribuições do trabalhadorR$ 3.5926,1%
Salário líquidoR$ 38.40865,7%
Custo total do empregadorR$ 58.498100%

Todos os valores partem de R$ 42.000, o salário com que a calculadora abre para este país. Conforme a estatística disponível, é um salário médio ou mediano a tempo inteiro.

Como funciona o imposto sobre o rendimento

Com o imposto sobre o rendimento (IRPF), a taxa sobe ao longo de 4 escalões, de 7,5% a 27,5%. A taxa máxima aplica-se a partir de R$ 55.976 de rendimento coletável. Esse limiar equivale a 1,3 vezes o salário de referência de R$ 42.000.

Os primeiros R$ 29.146 de rendimento coletável estão isentos.

Os escalões aplicam-se ao rendimento coletável, ou seja, ao que sobra depois de deduções e contribuições dedutíveis. Por isso as taxas pesam mais tarde do que o salário bruto faz supor.

As contribuições do trabalhador têm um teto: acima de um salário de cerca de R$ 110.000 por ano, a parte com teto deixa de subir.

Escalões do imposto sobre o rendimento, 2026
Rendimento coletável a partir deTaxa marginal
R$ 00%
R$ 29.1467,5%
R$ 33.92015%
R$ 45.01322,5%
R$ 55.97627,5%

Como as taxas sobem com o salário

O imposto sobre o rendimento começa com um salário bruto de cerca de R$ 65.100 por ano.

Com R$ 42.000, 8,6% da remuneração vai para o imposto sobre o rendimento e para as contribuições do trabalhador. De cada 100 ganhos a mais, 88 chegam ao trabalhador: uma taxa marginal de 12%.

Com o dobro desse salário, R$ 84.000, a taxa média é de 19,5% e a marginal de 51%.

A taxa marginal é mais alta com um salário de cerca de R$ 71.400: 54,8%. Com um salário de cerca de R$ 74.700, termina um benefício fiscal que diminui à medida que o salário sobe, ou uma zona com taxa mais íngreme; a taxa marginal desce de 54,8% para 51%. Com um salário de cerca de R$ 95.400, termina um benefício fiscal que diminui à medida que o salário sobe, ou uma zona com taxa mais íngreme; a taxa marginal desce de 51% para 37,7%. Com um salário de cerca de R$ 110.000, as contribuições do trabalhador atingem um teto e a sua parte de cada aumento desce de 14% para 0%.

Taxa média e marginal do imposto sobre o rendimento e das contribuições do trabalhador, de 0,2 a 4 vezes o salário de referência
Mostrar os valores
Taxa média e marginal do imposto sobre o rendimento e das contribuições do trabalhador, de 0,2 a 4 vezes o salário de referência
Salário brutoTaxa médiaTaxa marginal
R$ 8.4007,5%7,6%
R$ 16.8007,5%7,5%
R$ 25.2007,7%9%
R$ 33.6008,1%9%
R$ 42.000 · Salário de referência8,6%12%
R$ 50.4009,1%12%
R$ 58.8009,6%14%
R$ 67.20011,3%49,8%
R$ 75.60016%51%
R$ 84.00019,5%51%
R$ 92.40022,4%51%
R$ 100.80024,1%37,7%
R$ 109.20025,1%36,6%
R$ 117.60025,4%27,5%
R$ 126.00025,5%27,5%
R$ 134.40025,6%27,5%
R$ 142.80025,7%27,5%
R$ 151.20025,8%27,5%
R$ 159.60025,9%27,5%
R$ 168.00026%27,5%

Taxa média e taxa marginal, com exemplos de cálculo:
Aumento salarial: quanto fica líquido? (Brasil)

Entre 50 países

Brasil: com o mesmo salário de R$ 42.000 por ano, convertido para cada moeda local, ficam 91,4% líquidos, posição 20 em 50.

Com o mesmo salário fica mais em: Bélgica (104,3%); e menos em: Suíça (9,2%).

Acima de 100%, os créditos reembolsáveis para rendimentos baixos pagam mais do que o imposto e as contribuições levam, e o salário líquido supera o bruto: Bélgica.

Parte líquida de R$ 42.000 em cada país, um ponto por país
Mostrar os 50 países
Parte líquida de R$ 42.000 em cada país, um ponto por país
PosiçãoPaísParte líquida
1 Bélgica104,3%
2 Reino Unido100%
3 Irlanda100%
4 Hong Kong100%
5 Austrália100%
6 Noruega100%
7 Luxemburgo98,2%
8 Itália96,9%
9 Estónia96,4%
10 Índia96,2%
11 Tailândia96,1%
12 Taiwan94,4%
13 África do Sul94,2%
14 Canadá94,2%
15 Espanha93,5%
16 Colômbia93,4%
17 Áustria92,2%
18 Suécia92,1%
19 Finlândia91,8%
20 Brasil91,4%
21 Indonésia91,2%
22 Dinamarca90%
23 Coreia do Sul89,6%
24 México89,6%
25 Letónia89,5%
26 Portugal89%
27 Chipre88,5%
28 Malásia88,2%
29 Croácia87,5%
30 Filipinas87,4%
31 Grécia86,6%
32 Eslováquia85,2%
33 Turquia85%
34 Japão84,9%
35 Nova Zelândia84,2%
36 Malta83,4%
37 República Checa81,2%
38 Lituânia80,5%
39 Singapura80,1%
40 Polónia78,5%
41 Alemanha78,1%
42 Bulgária77,6%
43 França75,5%
44 Estados Unidos74,8%
45 Países Baixos73,8%
46 Quénia71,5%
47 Eslovénia70%
48 Hungria66,5%
49 Roménia61%
50 Suíça9,2%

Próximos na classificação

Cada país é calculado para a mesma pessoa sozinha e sem filhos, com o salário convertido às taxas de câmbio de 2 de outubro de 2026. Um salário comum num país é alto noutro, por isso os sistemas progressivos pesam mais onde os salários são mais baixos. A classificação não diz nada sobre o poder de compra nem sobre o que as contribuições financiam, como a pensão e a saúde. Onde as novas regras ainda não são definitivas, o país é calculado com o último ano aprovado: Bélgica (2025), Noruega (2025) e Roménia (2025).

Além do recibo de vencimento

As regras legais do país sobre despedimento, desemprego, doença, licença parental e salários em atraso.

  • Aviso prévio e despedimento

    Consolidação das Leis do Trabalho (CLT); Lei 12.506/2011

    30–90 dias

    Prazo de aviso

    O aviso proporcional começa em trinta dias e acrescenta três por ano com o mesmo empregador, até noventa dias.

  • Subsídio de desemprego

    Seguro-Desemprego

    3–5 prestações

    Duração da prestação

    As prestações comuns dependem do histórico de trabalho e de ser primeiro, segundo ou posterior pedido; podem existir extensões regionais especiais.

  • Subsídio de doença

    Auxílio por incapacidade temporária

    15 dias

    Licença paga

    O empregador paga os quinze primeiros dias aos trabalhadores segurados abrangidos; INSS cobre incapacidade mais longa, com regras de categoria e recorrência.

  • Licença parental

    Salário-Maternidade; Licença-Paternidade

    120 dias

    Duração da prestação

    A prestação INSS dura normalmente cento e vinte dias por nascimento, adoção/guarda elegível e nado-morto; aborto tem outro prazo.

  • Salários em atraso

    Lei 11.101/2005 — créditos trabalhistas

    150 salários mínimos

    Teto prioritário

    O artigo 83 inclui créditos laborais até este montante por credor na classe prioritária prevista; o excedente fica noutra classe.

Calcule o seu salário

A calculadora abre com o salário de referência desta página. Altere o salário, a região ou o agregado familiar para ver os seus valores.

Calculadora

Método e fontes

Todos os valores desta página vêm do mesmo modelo fiscal da calculadora. Os montantes mensais dividem o resultado anual por 12; os recibos reais podem ser diferentes.

Pressupostos: uma pessoa sozinha de 35 anos, sem filhos nem filiação religiosa, ano fiscal 2026.

Fontes oficiais